Por que na crise o preço de tabela não cai?
No último post os internautas comentaram que as montadoras ainda têm muita margem para reduzir o valor do carro e que, apesar dos preços baixos no momento, esses valores poderiam ser menores. Bem, é difícil para gente como nós, que não trabalha diretamente na indústria e não conhece toda a cadeia de custos das fábricas, dar uma opinião sensata e justa.
Falamos sobre isso há alguns meses (veja aqui o post 1, 2 e 3 sobre o assunto) e mesmo assim a polêmica não teve fim. Em vez de dar meus pitacos somente na base da achismo, resolvi fazer uma comparação entre a tabela de preços sugeridos pelas fábricas de julho e a tabela de hoje. E sabe o que eu descobri? Que boa parte dos preços subiu, apesar do momento de crise.
Eis alguns exemplos: Corsa Hatch 1.0 Joy subiu de 30.920 para 31.331 reais; Stilo 1.8 Dualogic de 55.660 para 56.870 reais; Ka 1.6 de 32.790 para 33.120 reais, Corolla 1.8 XEi de 67.590 para 68.575 reais. O caso do Gol 1.6 Power (foto) é mais interessante ainda: subiu de 35.660 reais 37.200 reais.
Vamos pensar juntos: se na prática ninguém está vendendo nada, o melhor seria as fábricas baixarem os preços de tabela. Mas não é isso que está acontecendo. O que se vê são apenas descontos, mas sem mexer na tabela. O preço real de venda não é aberto e transparente. Você tem de perguntar ao vendedor, tem de barganhar. É como um bazar persa: o preço quem faz é o cliente na base da pechincha. E isso não faz muito sentido em tempos de recessão.
O preço de tabela com desconto é sempre um mistério, que para se concretizar exige negociação, exige um consumidor combativo. Para piorar, o desconto pode variar até dentro da mesma concessionária e como o mesmo vendedor. É a lei do “quem pode mais chora menos.” Então fica a pergunta: porque os preços de tabela não baixam para mostrar aos consumidores que todo mundo está apertando o cinto?
O que você acha disso?
Superfeirões: bom negócio, mas exigem calma
Neste fim de semana Fiat, Ford, GM e VW vão promover seus feirões em São Paulo. É uma ótima oportunidade para se comprar carro barato, mas fique com um pé atrás. E eu explico por quê.
Em primeiro lugar, lembre-se de que a coisa está feia tanto para as montadoras quanto para as concessionárias. Os estoques estão lotados (são mais 50 dias de produção parados nos pátios) e por isso todos baixaram os preços para tentar vender a um mercado que está receoso e não encontra crédito barato.
Portanto, os preços nesses feirões estarão bem abaixo de tabela. Isso é bom, mas não quer dizer que você não possa encontrar preços menores nas concessionárias espalhadas pelo resto da cidade. Às vezes há um carro com uma cor mais difícil de vender ou um pacote de opcionais pouco procurado. Nesses casos o preço despenca e o seu poder de barganha é maior ainda. Ou simplesmente o preço é melhor do que no feirão.
Para garantir uma boa compra, não vá a um dos feirões sem checar as ofertas nos jornais e sem antes ir a algumas concessionárias para saber qual é o valor mais baixo que você encontrou para o modelo desejado.
Com essas referências na cabeça, você pode batalhar por um preço melhor no feirão ou mesmo decidir voltar à concessionária onde achou aquele carrinho com um preço imbatível.
E lembre-se: na compra de carro novo, a pressa é inimiga do desconto. Pesquise antes e negocie bastante. Nunca o comprador teve tanto poder nas mãos como nesses tempos de crise.
E para quem quiser ir lá, aqui estão os locais. Fiat: estacionamento do Ceasa; Ford: ao lado do Playcenter, na marginal do Tietê; GM: no Campo de Marte; VW: na fábrica de São Bernardo, na Via Anchieta.
Aproveite e deixe aqui sua experiência com feirão de fábrica. Gostou? Fez um bom negócio? Se deu mal? Qual seus truques para comprar?
Chineses no Salão: ameaça à vista
Quem for ao Salão do Automóvel, que abre ao público nesta quinta-feira, dia 30, verá pela primeira vez vários carros chineses em exposição. Eles não estarão no Anhembi para mostrar como são bonitos, modernos ou econômicos. Seu poder de atração está no preço: eles são baratos e ponto final.
Aliás, o automóvel mais barato à venda hoje no país é a minivan M100, da Effa Motors, que sai a 22.980 reais, enquanto o velho Uno Mille de guerra custa na tabela 23.240 reais.
Além da nova cara do M100, no Salão você poderá ver no mesmo estande da Effa o hatch LF520 (foto acima) e o sedã LF620, da marca chinesa Lifan. Segundo a Effa, esses carros devem chegar no primeiro semestre do ano que vem e tinham uma previsão de preço estimada entre 35.000 reais e 55.000 reais.
Outra chinesa que estava por lá é a CN Auto, que mostrou dois utilitários, a Towner e a Topic, que usam o mesmo nome das vans coreanas que já foram vendidas no Brasil. Mas não se engane, isso é só um recurso de marketing. O nome são iguais, porém os veículos são outros, respectivamente das marcas Hafei e da Jinbei. O primeiro lote já chegou ao Brasil e terá preços entre 24.000 e 55.000 reais.
No entanto todo esse mercado florescente para os chineses está ameaçado agora. Como eu disse lá em cima, o encanto deles está basicamente alicerçado no preço. Se o valor for equivalente a um nacional, sem dúvida o consumidor vai optar pelo made in Brazil, já que os chineses não têm como ganhar em rede autorizada, pós-venda e valor de revenda.
Com a recente crise, o dólar subiu e vai reduzir única vantagem que os chineses têm. Ou seja, o carro vai ter um preço maior na origem, seu transporte vai ficar mais caro e o mercado deve se retrair, reduzindo o número de potenciais compradores. Veja o primeiro sinal dessa crise: foi anunciado no Salão que o novo M100 vai ter preço reajustado para cerca de 26.000 reais. E como ficarão os preços dos outros modelos? Será que eles virão mesmo?
E você? Compraria um desses chineses a esses preços? Dê sua opinião.
Você sabe como usar o airbag?
Amigos, hoje é sexta-feira, já está tarde e estou louco pra ir para casa. Mas para não deixar de postar um comentário antes do fim de semana, resolvi pegar uma carona rápida num estudo que o Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) divulgou recentemente, ensinando a usar o airbag. Sim, isso mesmo. Não adianta ter airbag se não souber usá-lo da maneira correta. Veja nas dicas do Cesvi que cuidados você deve ter quando for dirigir um carro com airbag:
“a) Os cintos de segurança devem ser sempre usados, mesmo em veículos com airbags, pois o conjunto oferece uma melhor proteção e o cinto evita que o contato do ocupante com a bolsa ocorra antes do ideal, ou seja, enquanto ela está inflando, quando poderia provocar ferimentos graves ou até fatalidades. A maioria das mortes causadas por airbags, detectadas nos EUA, envolvia pessoas que não estavam usando cinto de segurança, usavam o cinto incorretamente ou estavam posicionadas de forma inapropriada no assento.
b) O condutor deve manter o banco afastado de onde o airbag sairá (o volante de direção, no caso dos motoristas, e o painel, no caso dos passageiros dianteiros), evitando que o corpo fique na região até onde a bolsa alcançará quando inflada. A distância do tórax à direção deve ser maior do que 25 cm (um airbag frontal de motorista infla 25 cm ou mais para fora do compartimento da direção). A posição em relação ao airbag é que determina os riscos de ferimentos. No caso do airbag frontal de passageiros, deve ser observado que eles são maiores do que o de motoristas, podendo inflar a uma distância de 40 cm ou mais a partir do painel.
c) Nunca colocar uma criança em um dispositivo de transporte de crianças fixado no banco da frente, pois, além de ser proibido no Brasil, no caso de acionamento do airbag, este pode provocar ferimento ou até a morte da criança, principalmente no caso do dispositivo do tipo bebê-conforto, que é fixado virado para trás do veículo. Crianças devem ficar sempre no banco traseiro, com dispositivo adequado para seu transporte (de acordo com seu tamanho e peso).
d) Nunca manter objetos (no veículo ou nas mãos e bocas) entre o airbag e o motorista ou passageiro.
e) O passageiro não deve apoiar mãos ou pés no painel, pois pode ter um ferimento grave no caso do airbag inflar e também porque ficará numa posição inadequada para que o cinto o proteja no caso de acidente.
f) No caso de pessoas que não conseguem ajustar o banco de forma a ficarem a uma distância segura do volante, como pessoas de baixa estatura ou mulheres grávidas no final da gestação, deve ser considerada a opção de se desligar o airbag (veja a recomendação do fabricante).”
E você, já teve alguma experiência com o airbag?
O pós-venda especial do Linea
Amigos, andei sumido por causa da correria do fechamento do especial Quatro Rodas Performance, que chega às bancas no final do mês. Para quem gosta de Ferrari, Porsche & Cia é um prato cheio. Agora que estou de volta ao blog, queria falar sobre o serviço pós-venda que a Fiat criou especialmente para o Linea.
Todos sabem que a Fiat – assim como VW, GM e Ford – nunca foi reconhecida pela qualidade nos serviços na concessionária. Não sou eu que estou dizendo isso e, sim, os leitores que nos escrevem com várias reclamações, sem falar na nossa pesquisa anual Os Eleitos, no qual os proprietários de carros avaliam a rede autorizada de cada marca.
E tanto leitores quanto a pesquisa dizem a mesma coisa: Honda e Toyota são superiores na hora de atender os clientes nas concessionárias. Portanto, comprador de Civic e Corolla é um cara exigente não só ao comprar carro como ao levá-lo para a revisão. Pensando em cativar esse público é que a Fiat percebeu que não adiantava apenas lançar um sedã médio refinado. Sabia que precisava cuidar com carinho desse novo consumidor. Com isso, ela lançou mão de algumas novidades:
1 - Garantia de três anos
2 - O dono de um Linea é inscrito no Clube L’Unico, com direto a um kit de boas-vindas com um DVD de apresentação, além de descontos em shows e peças de teatro
3 - Um telefone exclusivo para atender os proprietários. Nada de ser ouvido pelo mesmo pessoal que cuida de Palio, Siena ou Stilo
4 - Toda oficina autorizada terá um gerente específico só para receber o Linea
5 – Serviço que retira e devolve o carro na caso do cliente, onde ele estiver
Bem, na teoria isso parece ótimo. Mas tudo isso vai funcionar certinho? Afinal esse é um serviço digno de marcas de luxo. Me pergunto se um dono de Linea lá do interior do Mato Grosso, que mora a mais de 200 quilômetros de uma autorizada Fiat, quando pedir pra retirarem seu carro e devolvê-lo em casa, será que vai correr tudo bem?
Lembre-se de que não estamos falando de uma rede como a da Honda e Toyota, que mal chegam a 140 concessionárias. A Fiat tem 520 autorizadas espalhadas pelo Brasil. Autorizadas que há anos estão acostumadas a lidar com gente que compra basicamente linha Palio e Uno.
Sem dúvida a meta da Fiat é ousada. Só o tempo dirá se esse é um passo maior do que as pernas ou é uma estratégia inovadora de sucesso.
E você, o que acha?
Como fazer o rodízio dos pneus
Há alguns dias eu expliquei a um internauta em que eixo ele deveria colocar dois pneus novos (clique aqui para ler). Na ocasião, muitos leitores acharam que isso significava que o melhor procedimento era sempre trocar os pneus aos pares. Nada disso, gente. Trocar dois pneus é apenas a forma mais comum e barata de substituí-los, mas não é a melhor.
Para seus pneus durarem mais tempo, faça sempre que possível o rodízio. Como eles trabalham com pesos, esforços e inclinações diferentes, é normal que eles se desgastem de maneira diferentes. Para garantir que o desgaste seja o mais uniforme possível e, portanto, para aumentar sua vida útil, deve-se trocá-los de posição a cada 10.000 km ou quando houver diferenças visíveis de desgaste, seguindo as especificações que estão no manual do proprietário.
Se quiser, você pode seguir também o diagrama acima, que é fornecido pela Pirelli. A imagem mostra duas opções de rodízio para veículos com quatro pneus radiais e de mesma medida, no qual você inclui o estepe ou não. Nem todos os carros permitem usar o estepe no rodízio, pois ele pode ter medidas diferentes das dos pneus de rodagem.
Mas lembre-se: não adianta apenas fazer o rodízio e esquecer da calibragem.
Como é caro o carro no Brasil (3)
Sempre digo que escrever este blog é uma grande conversa com os internautas, na qual eu aprendo muito. Não somente pelas ótimas informações que eles deixam registradas como também pelas boas sugestões que surgem por aqui, que são muito úteis na hora de bolar boas pautas para revista. E a QUATRO RODAS que chega às banca nesta semana traz uma boa matéria que só foi escrita por sugestão – e uma grande insistência – de todos vocês.
Quando eu iniciei no blog a série “Como é caro o carro no Brasil”, foi justamente porque eu li nos comentários de outros posts a necessidade dos internautas de entender os mecanismos que fazem do automóvel nacional um dos mais caros do mundo (clique aqui para ler o primeiro e o segundo post sobre o tema).
No entanto o assunto pegou fogo, a ponto de ter leitor criando campanha para boicotar a venda de carros. Assim que os comentários explodiram, a gente aqui na redação já saiu correndo pra preparar essa reportagem em cima da hora, já que a discussão veio em fase final do nosso fechamento.
Mesmo assim acabou dando tempo de incluir a reportagem na edição de outubro, com direito até a chamada de capa. Lá explicamos que não é só o imposto que é o grande vilão. Alguém aí tem uma idéia de quem são os culpados?
Só peço desculpas a vocês por não ter dito isso antes, enquanto eu era cobrado por todos nos dois posts anteriores. Vocês sabem como é jornalista. Queremos sempre a informação exclusiva só pra gente. Portanto, não podia comentar no blog que a matéria estava sendo feita pra não levantar a bola pra a concorrência cortar.
Acho que agora estou perdoado, não? (rs)
Muito obrigado a vocês todos.
Motor 1.4: um ótimo negócio
Na próxima edição da QUATRO RODAS, que chega às bancas na semana que vem, vamos publicar o resultado do desmonte completo do nosso Prisma de Longa Duração. Lendo a reportagem lembrei como foi fácil conseguir um bom preço por ele na hora da revenda, mesmo após ter rodado 60.000 km em cerca de um ano de uso. A razão é que ele era flex e 1.4.
Quem já usou um 1.4 entende por que ele é um dos preferidos do mercado. Ninguém compra um 1.0 porque gosta. Compra-se porque é mais barato e ponto final. Trata-se de um motor fraco nas subidas, barulhento (pois em geral anda em giro mais alto) e muitas vezes nem é tão econômico assim.
A QUATRO RODAS fez um teste em março de 2006 comparando o consumo de um Celta e um Palio com motores 1.0 contra os respectivos 1.4. Sabe o que deu? Os 1.0 rodaram na média 9,5 km/l na cidade e 13,4 km/l na estrada, enquanto os 1.4 registraram 9,8 e 13,2.
Isso mostra o que levou o 1.4 a torna-se vedete do mercado. Hoje mais de 50% das vendas do Fiat Idea são do motor 1.4 (e olha que ela é meio pesada pra esse motor). Quando a GM lançou a linha Corsa com motor 1.4, as vendas deslancharam (logo ele foi responsável por 83% das vendas do Sedan).
É por isso que no ano que vem a Volkswagen vai aderir ao 1.4. Os planos iniciais era de que ele já estivesse no novo Gol, mas a direção mudou de plano. No entanto é certo que esse motor vai entrar na linha Fox em 2009.
Portanto, se você está na dúvida entre um 1.0 e um 1.4, não pense duas vezes. Vale investir um pouco mais nele. O 1.4 é garantia de alta liquidez e baixa desvalorização. Ele deve ser o futuro do mercado.
Onde eu coloco os pneus?
O internauta Matheus Maciel está pensando em comprar dois pneus para seu carro e então surgiu a dúvida: coloco-os no eixo dianteiro ou traseiro? Essa pergunta é comum, assim como a polêmica que surgiu sobre esse assunto.
Antigamente os fabricantes recomendavam colocar os dois pneus novos na frente, já que eles teriam um desgaste mais acelerado (no caso de carros de tração frontal) e porque consideravam importante ter mais aderência no eixo direcional, justamente aquele que era responsável pelo controle do veículo.
Porém recentemente essa orientação mudou. Agora os fabricantes exigem que os pneus novos sejam colocados na traseira, jogando os mais gastos na dianteira. Afinal, é mais importante você ter aderência atrás, pois é mais difícil para um motorista comum controlar o carro quando ele perde a traseira no piso molhado do que quando ele sai de frente. Além disso, mesmo que você perca a aderência dos pneus dianteiros, você sempre tem a possibilidade de movimentar as rodas, o que não acontece no eixo traseiro.
E quando chega a hora de trocar o pneu? A lei brasileira diz que a profundidade mínima do sulco é de 1,6 milímetro, embora algumas montadoras recomendem trocá-los quando atingirem 3 milímetros, para não comprometer a segurança na chuva (um pneu novo tem em média 8 milímetros).
Se você não sabe como medir isso, fique calmo. Na prática, é só seguir uma indicação que vem no pneu. Procure na banda de rodagem um pequeno triângulo e as letras TWI (Tire Wear Indicator), uma marca que indica que o pneu chegou ao fim da vida útil.
Adeus, Fielder
Era uma bola cantada, mas seu fim veio mais cedo do que se esperava. A perua Toyota Fielder estava prevista para morrer no fim do ano, no entanto a produção já começou a ser interrompida.
A razão é abrir espaço na linha de montagem da fábrica de Indaiatuba (SP) para se produzir mais Corolla. Assim, aumenta-se o fôlego do modelo, que pode vender mais e ajudar a Toyota a emplacar a liderança no competitivo segmento dos sedãs médios, ultrapassando de vez o Civic, que há tanto tempo domina esse mercado. Porém isso só saberemos mesmo daqui a um ou dois meses.
Uma pena é que a Toyota tenha de matar a Fielder, pois ela vai fazer falta, mesmo com seu projeto mais antigo. No segmento de peruas médias, ela sempre nadou de braçada. Com o anúncio do novo Corolla, as vendas foram caindo – até mesmo porque a produção foi sendo reduzida aos poucos – e abriu-se espaço para a Mégane Grand Tour, que virou líder neste ano.
No entanto, o povo que buscava uma perua maior e que nunca dá dor de cabeça na manutenção, esse vai ficar órfão mesmo. A opção para eles agora será ficar com carros bem mais caros (VW Jetta ou Passat Variant) ou então escolher entre a Grand Tour ou Peugeot SW, que até são boas peruas (veja aqui o bom desempenho delas no Melhor Compra 2008), mas nem de longe têm a robustez da Fielder.
A Fielder vai embora e já deixa saudade.
Chegou o Voyage. Hora de comprar o Polo Sedan
A Volkswagen confirmou hoje: o novo Gol sedã se chamará Voyage, que será lançado oficialmente no próximo dia 24. Ele terá a missão de brigar no atual competitivo mercado dos sedãs compactos.
Ele será um bicho polivalente. Vai peitar Siena Fire, Chevrolet Classic e Prisma, oferecendo um motor 1.0, pouco equipamento e acabamento bem simplezinho.
Mas vai ter de enfrentar gente grande também, como o Fiesta Sedan, Renault Logan e Peugeot 207. E aí ele vai entrar em campo com a versão 1.6, que vai do básico, passa pelo Trend e chega ao Comfortline (equivalente à versão Power do Gol), com acabamento superior e mais bem equipada.
Se agora a VW vai ter um sedãzinho num faixa de mercado onde ela não atuava, significa que a o Polo Sedan terá liberdade para se concentrar na categoria premium. Traduzindo: o Polo Sedan vai ficar mais caro.
Portanto, se você estava de olho nesse modelo, corra para a loja, brigue por um desconto e leve logo o seu, pois a VW vai agregar um pouquinho de itens de série como desculpa para deixá-lo bem mais caro.
Mas cuidado na hora da compra: a versão 2.0 a gasolina está saindo de linha para dar lugar ao 2.0 flex ainda neste mês.
Meu carro tem freio ABS?
O Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária) divulgou hoje uma notícia que me deixou de boca aberta: mesmo quando um carro dispõe de freio ABS como opcional, o vendedor da concessionária não se lembra de oferecê-lo. Pior ainda: quando o cliente pergunta se o modelo tem ABS, a concessionária diz que não tem, apesar de estar disponível como opcional.
Já discutimos aqui que o brasileiro não sabe usar corretamente o freio ABS (clique aqui para ler o post) ou que não liga muito pra equipamentos de segurança (veja mais aqui). Porém, se nem mesmo quem deveria argumentar a favor do ABS (porque vai lucrar com isso tanto financeiramente como na imagem da marca), é porque a situação está feia.
Em vez de repetir o que diz a pesquisa, vou transcrever abaixo suas conclusões:
"A pesquisa foi realizada com um 'comprador oculto', que entrava em contato com as concessionárias demonstrando interesse por modelos de veículos que, segundo a divulgação das montadoras, têm o ABS disponível para compra como opcional. Ou seja, como não vem de série nesses modelos, o sistema teria que ser oferecido pelo vendedor, ou especificamente solicitado pelo comprador, para que uma situação de aquisição fosse possível.
O trabalho concluiu que essa oferta, por parte do vendedor, quase nunca é espontânea:
- Apenas 7% das concessionárias citaram espontaneamente o ABS como opcional dos veículos comentados.
- 62% só se lembraram de falar sobre o ABS quando questionados especificamente se o sistema é opcional nos veículos comentados.
- Mais alarmante: 19% dos vendedores abordados afirmaram que os veículos não têm ABS como opcional (quando, segundo a divulgação da montadora, têm).
Na categoria hatch compacto, formada por veículos mais populares, a oferta espontânea do ABS cai para apenas 2%.
Outro dado que demonstra o quanto o Brasil ainda precisa evoluir quanto à importância dada a sistemas de segurança: 44% dos vendedores abordados, quando questionados se a aquisição do sistema valeria a pena, responderam que não, ou que não sabiam.”
Assim eu me pergunto: a culpa por essa falta de cultura de valorização do ABS é do consumidor brasileiro? Sim, eu acho que nós temos culpa, porém acho que o maior culpado são as montadoras, que conhecem como ninguém a importância desse equipamento para salvar vidas, mas não se preocupam em explicar isso.
E o que você acha?












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