A sexta-feira em Interlagos foi um dia de insistentes desmentidos nos bastidores e da busca da verdade na pista.
Rubinho Barrichello continua a negar a assinatura do contrato com a Williams, admitindo – contra a crença geral - a possibilidade de permanecer na Brawn. Nico Rosberg também dissimula, não confirmando sua ida para a McLaren, time que também pode ser o endereço de Kimi Raikkonen em 2010. Isso embora o finlandês seja cobiçado pela Toyota, mas recuse-se a fazer qualquer comentário, a não ser o da possibilidade de participar de ralis internacionais.
Jarno Trulli, Heikki Kovalainen, Nick Hedfeld, Kazuki Nakajima e Romain Grosjean estão à procura de emprego. Adrian Sutil e Vitantonio Liuzzi estão na corda bamba. Felizes mesmo, estão Jenson Button. Fernando Alonso, Felipe Massa, Lewis Hamilton, Sebastian Vettel, Mark Webber. Robert Kubica - este último recém anunciado como novo piloto da Renault - e Felipe Massa, lugares garantidos para o próximo ano.
Essa dança dos cockpits foi esquecida quando os carros entraram na pista para o primeiro treino do GP do Brasil, com algumas equipes com preocupações específicas. A Brawn, que depende de calor para a melhor performance do seu BGP001 , deteve-se numa equação curiosa, enquanto Rubinho e Button aceleravam da pista. Seus engenheiros mediam a temperatura, que esteve entre 22 a 27 graus, a alta umidade do ar, entre 78 e 83%, e a influências desses fatores no desempenho do motor, nos 830 metros da altitude do circuito. Era a busca da média favorável. Uma vez que esses componentes influem na performance dos propulsores como explica o engenheiro Francisco Rosa, administrador de Interlagos: “A unidade é benéfica para a combustão, mas altitude é prejudicial aos motores aspirados.
A McLaren não faz segredo, usará o seu KERS como arma competitiva e a Red Bull dedicou-se a adaptar os acertos finos da excelente aerodinâmica de seus bólidos as características de Interlagos.
A Bridgestone alertou para os cuidados com os pneus, principalmente nas freadas fortes, notadamente em pontos como no final da reta dos boxes – que precede o S do Senna – e no final da reta oposta, que são muito exigentes.
Hirohide Hamashina, diretor técnico da Bridgestone, prevê uma exigência alta dos pneus, durante a corrida, por se tratar de uma pista abrasiva e propícia às ultrapassagens. Manobras executadas com apelo drástico aos freios e sacrifício dos pneus.
Os treinos da manhã de sexta-feira não chegaram a surpreender. Houve domínio do Red Bull de Mark Webber, seguido de Rubinho Barrichello, Sebastian Vettel e Heikki Kovalainen, os únicos a ficarem no 1’12”.
Na primeira hora da sessão da tarde foi de Jenson Button, batido pelo surpreendente Toro Roso de Sebastien Buemi que liderou até os cinco minutos finais, quando Rubinho cravou a terceiro tempo, mas ambos foram batidos por Fernando Alonso, que encerrou a sexta-feira com a marca de 1’12”314. Um tempo bem melhor do que o 1’13”736 com o qual Felipe Massa cravou a pole position em 2008.
Portanto, as observações foram feitas e os cálculos estipulados. Agora é associar a teoria à prática na hora de treinos livres da manhã, para despejar as conclusões na classificação. Pelo que amostragem, a disputa da pole position deste GP Brasil, ficará mesmo entre os Red Bull de Vettel e Webber, com a persistência de Rubinho e Button e a ameaça de Lewis Hamilton.
Cícero - 17.10.09 @ 14:42
Se as chuvas continurem, sera muito interessante a corrida. Sobra as danças, acho que a saída de Rubens da Brown vai depender do comportamento da equipe nas duas provas finais, pois querendo ou não, ele é importantíssimo pra equipe.Hirata - 17.10.09 @ 10:57
Não se esqueça que a pole de Felipe Massa ano passado foi com o carro já com a gasolina para o primeiro stint. Os tempos de 1:12 podem ter vindo com os carros treinando com um sopro de gasolina. Alonso pode tentar essa aposta e ir pro Q3 bem leve, então não podem descartá-lo